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Culture Indigène


" Para mim se você é Índio, você é Índio.
Não é necessário se paramentar, andar de mocassim, vestir o cocar ou qualquer outra "roupa" para ser Índio."
Cecilia Mitchell, MOHAWK


Dia do Índio - Tribos Indígenas Brasileiras - História - Tesouro Étnico - Costumes e Curiosidades - Pontos de vista - Imprensa - Livros - Música - Vídeo/Filmes - Artes - Links

  

                                                                   

 

Dia do Índio
19 de avril

"Um provérbio indígena questiona
se somente quando for cortada a última árvore,
pescado o último peixe, poluído o último rio,
é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro."

  

- Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram uma terra que já tinha dono: os índios. Mas com o passar dos anos, eles foram perdendo espaço e hoje têm apenas um dia para serem homenageados. Este 19 de abril serve também para lembrar toda a influência que eles até hoje têm na nossa cultura, no nosso dia-a-dia.

                                                                   

 

Tribos Indígenas Brasileiras

Com a descoberta do Brasil pelos portugueses no século XVI, e em decorrência da colonização européia, dos conflitos e das doenças adquiridas pelo contato com os homens brancos, muitos índios foram desagregados do seu habitat natural. Inclusive, grande parte da população indígena foi reduzida em mais da metade, as tribos que resistiram a estas transformações estão integradas direta ou indiretamente à sociedade.

- Vamos descobrir algumas das Tribos Indígenas Brasileiras
                                                                   

 

História

- 1500 - Desde o início da colonização, os índios foram escravizados pelos portugueses.
Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os homens brancos criavam para eles ou a respeito deles.
- 1570 - Primeira lei contra o cativeiro indígena - Esta lei só permitia a escravização dos indígenas com a alegação de "guerra justa".
- 1609 - Lei que reafirmou a liberdade dos índios do Brasil - Importante lei que tentou garantir novamente a liberdade dos índios, ameaçada pelos interesses dos colonos
- 1686 - Decretação do "Regimento das Missões" - Estabeleceu a base de regulamentação do trabalho missionário e do fornecimento de mão-de-obra indígena no Estado do Maranhão e Grão-Pará
- 1755 - Aprovado o Directorio, que visava, através de medidas específicas, a integração do índio na vida da colônia. - Proibia definitivamente a escravidão indígena
- 1758 - Fim da escravidão indígena: Directorio foi estendido a toda a América Portuguesa. - Secularização da administração dos aldeamentos indígenas: abolida escravidão, a tutela das ordens religiosas das aldeias e proclamados os nativos, vassalos da Coroa.
- 1798 - Abolido o Directorio - O espírito "integrador" desse Directorio conservaria a sua força na legislação do Império Brasileiro
- 1845 - Aprovado o Regulamento das Missões - Renova o objetivo do Directorio, e visava, portanto, a "completa assimilação dos índios"
- 1910 - Somente em 1910 vieram algumas boas notícias com relação ao direito do índio à posse da terra e ao respeito de seus costumes, com a instituição do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, pelo Marechal Cândido Rondon. Entre as principais conquistas estão a permissão aos índios de viver conforme suas tradições, proibição do desmembramento da família indígena, garantia da posse coletiva de suas terras, em caráter inalienável, e dos direitos dos cidadãos comuns aos índios.
- 1952 - Rondon criou o projeto do Parque Nacional do Xingu - Objetivo era criar uma área de proteção aos indígenas
- 1967 - Em 1967, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, atualmente subordinada ao Ministério da Justiça. Apesar de todos esses esforços, ainda era muito forte a idéia de que o índio era um indivíduo incapaz, que precisava ser tutelado pelo Estado até se integrar ao modo de vida do resto da sociedade.
- 1973 - Pela Lei 6001, de 19/12/73, foi sancionado o Estatuto do Índio
- 1979 - Criação da União das Nações Indígenas - Primeira tentativa de defesa da cultura indígena, importante para a consagração dos direitos dos índios na Constituição de 1988
- 1988 - A Constituição Brasileira de 1988 reconheceu oficialmente os índios como povos culturalmente diferenciados e que essa diversidade deveria ser respeitada, sem exigir que eles se adequassem aos hábitos dos homens brancos.
- 2000 - Novo Estatuto do Índio - Consolidação de propostas das Comunidades Indígenas
- Hoje - É necessário reconhecer e valorizar a identidade étnica específica de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isto significa o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífico, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.

                                                                   


"Para os povos indígenas, a terra é muito mais do que simples meio de subsistência. Ela representa o suporte da vida social e está diretamente ligada ao sistema de crenças e conhecimento. Não é apenas um recurso natural - e tão importante quanto este - é um recurso sócio-cultural"
"Sociedades Indígenas"- Alcida Rita Ramos

Assista ao filme da 'Campanha de Valorização das Culturas dos Povos Indígenas'


 

Os índios, um dos tesouros étnicos do Brasil.

  

-
História dos Indios
- Troncos e Famílias Indígenas Brasileiras
- Mapa de etnias
- Estatuto do Índio
- Lendas e Mitos - Conheça um pouco mais sobre as culturas indígenas
- Os Índios no Brasil - Estima-se entre um milhão e cinco milhões o número de índios que viviam no Brasil em 1500
- Parques e Terras Indígenas - Demarcadas por regiões e unidades da federação - 1999 - IBGE
- População Indígenas - Comparativo entre estimativas da população indígena moderna e da existente no Século XVI Grupos indígenas selecionados
- La carte des Langues du Brésil - 235 langues au Brésil.
- Línguas indígenas - Situação atual, levantamento e registro
- Línguas Indígenas do Brasil - Origens e classificações
- Riquezas Ameaçadas


Iracema - José Maria de Medeiros - Óleo sobre tela - 1881 - 168,3x255
Museu Nacional de Belas Artes -RJ

                                                                   

 

Costumes e Curiosidades...

  

- O sistema numérico da língua Palikúr - A língua Palikúr (Aruák) é falada por pouco mais de mil índios que moram no pantanal da bacia do rio Oiapoque no estado do Amapá e também na Guiana Francesa.
- Kuarup - L'hommage à la mort - Galerie de photos, textes en anglais
- Amazônia Brasil - Plonger au coeur de la forêt amazonienne, aller à la rencontre de ses habitants et découvrir leurs modes de vie, tel est le propos de l'exposition " Amazônia Brasil " présentée au Palais de la Découverte du 19 avril au 28 août dans le cadre de l'année du Brésil en France.
- Tribos esquecidas - Um dossier de Flávio Novaes publicado no jornal "Correio da Bahia" de Salvador - 31/12/06:
            - Tribos esquecidas - Antigas aldeias de Salvador foram exterminadas pela estratégia de dominação do colonizador
            - Aldeias da baía - Grupamentos indígenas que habitavam Salvador delimitavam pontos de referência da cidade de 1500
            - Calvário pioneiro - Imposição de costumes europeus pelos jesuítas gerou atrito com os silvícolas
            - Raridade perdida - Imagem de Santa Tereza d’Ávila é o que restou do tempo em que os índios andavam nus em Massarandupió
            - Rei do pedaço - Diogo Álvares Correia, o semi-índio, recepcionou Tomé de Souza na enseada do Rio Vermelho
            - Vila secular - Abrantes foi o refúgio escolhido pelos colonizadores para se proteger dos batavos
- A nova história do povo Yawanawá
- O cacique branco do Xingu - Orlando Villasboas - Especial sobre o sertanista Orlando Villas Boas, com biografia e depoimentos de importantes personalidades culturais sobre o trabalho realizado por este indigenista brasileiro.
- Área indígena - Conheça alguns dos nomes que trabalharam para defender os direitos dos povos indígenas e alguns personagens da história entre os índios no Brasil.
- Ritos de Passagem - Os ritos de passagem são cerimoniais que marcam a passagem de um indivíduo (ou de um grupo) de uma situação para outra. Por exemplo: os rituais ligados ao nascimento, onde um índio que não era nascido, portanto não estava neste mundo, passa a existir e fazer parte de um grupo. Há ainda os ritos de iniciação, onde um índio pré-adolescente aprende os comportamentos necessários para que seja considerado um adulto dentro da tribo. Também são "ritos de passagem", as cerimônias matrimoniais, onde há uma radical mudança nas responsabilidades de um indivíduo. Por fim, os ritos funerários, que marcam a passagem da pessoa de um mundo para outro.
            - Ritual de Nominação: Batismo dos índios Urubu-Kaapor - Os índios Urubu-Kaapor vivem no Maranhão, entre os rios Gurupi e Turiaçu, próximos à fronteira com o estado do Pará. Sua população aproximada é de 800 pessoas.
            - Ritos de Puberdade: Passagem para a Vida Adulta - Os ritos de passagem se desenvovem através de três fases: a separação, a transição e a incorporação.
            - Ritos Funerários - A morte é encarada, na maioria das sociedades, como uma passagem desse mundo para um outro.
- Saúde Indígena - 4ª Conferência Nacional de Saúde Indígena - Agência Brasil, março 2006
- Grafismos Indígenas - O grafismo dos grupos indígenas sempre chamou a atenção de cronistas e viajantes, desde a chegada dos primeiros europeus ao Brasil. Além da beleza dos desenhos, o que surpreendia os não-índios era a insistência da presença desses grafismos. Os índios sempre pintavam o próprio corpo e também decoravam suas peças utilitárias.
- Artesanato - Os índios produzem vários artesanatos.
- A pintura corporal
- Jogos e brincadeiras nas tribos - Uma equipe de pesquisadores percorre tribos indígenas com a missão inédita de conhecer e registrar seus jogos, brinquedos e brincadeiras. Além de reunir informações importantes sobre o universo lúdico das culturas originais do Brasil, o trabalho tem a possibilidade de estabelecer laços históricos entre estes povos e nações pré-colombianas como os Incas. - Um trabalho muito interessante e educativo... - 2003 Agência Estado
- Que deviennent les dernières communautés d’Indiens au Brésil ? - Un dossier élaboré par Autres Brésils
- L'Amazonie - Dossier élaboré à partir du dossier de presse de l'exposition "Amazônia Brasil" présentée au Palais de la Découverte du 19 avril au 28 août 2005 dans le cadre de l'année du Brésil en France.
- Tribo do Guaraná - Un site pour les enfants pour les aider à comprendre l'Amazonie - Histoires, photos, faune, personnages, jeux ...
- Iamuricumá - a Festa das Mulheres
- Plenarinho - O jeito criança de ser cidadão... - Dia do Índio
- Plenarinho - O jeito criança de ser cidadão... - Todo dia era dia de índio...
- Revista Recreio - Dia dos Indios para crianças
- O Blog do Altino - conta histórias deliciosas e muito bem escritas
- Mulher Indígena
- A Origem do Homem Branco - Encontro entre índios e não-índios
- Heróis Indígenas - Heróis Civilizadores Indígenas
- Quem manda em uma Comunidade Indígena ? - Como um grupo indígena escolhe seu cacique ? Ele é eleito ou herda esse título ? E ele realmente "impõe sua vontade" aos outros índios ? Ninguém contesta, ou deseja o poder do cacique ?
- Flautas Indígenas - As flautas foram um dos primeiros instrumentos musicais criados pelos homens. Na história de povos indígenas as flautas estão presentes desde o tempo em que os deuses viviam na terra, e hoje são utilizadas em festas e em rituais.
- Conversa entre Jean de Léry e um velho índio Tupinambá no século XVI
- Xikunahity, Futebol de cabeça - É uma espécie de futebol, em que o chute só pode ser dado usando a cabeça. É um esporte praticado tradicionalmente pelos povos Paresi, Salumã, Irántxe, Mamaidê e Enawenê-Nawê, de Mato Grosso.
                                                                   

  

Pontos de vista

- Conceitos e outras questões em aberto, © Graça Graúna - A literatura indígena continua se perguntando: em quanto tempo passam 500 anos? Identidades, utopia, cumplicidade, esperança, resistência, deslocamento, transculturação, mito, história, diáspora e outras palavras andantes configuram alguns termos (possíveis) para designar, a priori, a existência da literatura indígena contemporânea no Brasil, até onde pudermos apurar os (des)entendimentos do(s) termo(s), como diria Acízelo de Souza ao questionar que disciplina estuda as manifestações literárias.

- 2007 – Novo Ano e Muitas Lutas! - O ano de 2007 promete muito em termos de novas lutas para a consolidação do protagonismo indígena como fator relevante perante a sociedade nacional e o Governo Federal. Hoje com a chegada de novos conhecimentos e novas tecnologias em especial as de comunicação, povos distantes acompanham diariamente a evolução dos processos políticos nacionais como a história de impunidade dos sanguessugas e a guerra do Iraque. No ano de 1992 quando recebemos a missão de organizar a participação indígena na Rio/92, visitamos diversos líderes como sempre fazemos para explicar o evento e importância dele para os direitos de nossos povos, falando inclusive que se as autoridades do mundo todo viria participar, como deixar de lado os povos originais? - Marcos Terena – Presidente do Comité Intertribal (ITC)
- L'Appel de l'Alliance des Peuples de la Forêt - (Ce texte a été publié en 1995 dans Citrouille, en lien avec le portrait de Béatrice Tanaka) - Cet appel traduit par Béatrice Tanaka est signé Ailton Krenak, coordonnateur de l'UNI (Union des Nations Indigènes du Brésil). L'Alliance des Peuples de la Forêt, dont il est question, a été fondée par le syndicaliste et écologiste Chico Mendes, assassiné fin 1988. Elle regroupe les associations des divers travailleurs dépendant de la forêt - collecteurs de caoutchouc, de chataignes… - et des réprésentants des tribus indiennes.
- Escrita e Autoria Fortalecendo a Identidade - Uma das lembranças mais agradáveis que tenho da minha infância é a de meu avô me ensinando a ler. Mas não ler as palavras dos livros e, sim, os sinais da natureza, sinais que estão presentes na floresta e que são necessários saber para poder nela sobreviver. Meu avô deitava-se sobre a relva e começava a nos ensinar o alfabeto da natureza: apontava para o alto e nos dizia o que o vôo dos pássaros queria nos informar. - Daniel Munduruku, 4/5/2004
- Testemunho sobre a situação indígena brasileira ao Relator Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância relacionada à questão racial - Sr. Doudou Diène - 24/10/2005
- Manifesto Mulher Indígena - Discurso proferido por ocasião do Dia Internacional da Mulher - Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde várias mulheres serão homenageadas com um moção especial, por ocasião do lançamento do livro do Vereador Pedro Porfírio “Sem medo de falar do aborto e da paternidade responsável” - 24 de junho de 2002
- Sou O Que Sou : Índio! - Vi muitas pessoas postarem-se diante de mim, um índio, e, ficarem horas a olhar-me. Além de me lançarem uma série de perguntas, entre elas, se não existe mais índio “brabo”...
- Memória do índio - No dia 30 de abril de 1500, dois índios brasileiros começavam a trabalhar para os portugueses, levando-lhes água a bordo. Neste momento estava tendo início um longo processo de exploração que atravessou séculos para culminar nos dias assim chamado Serviço de Proteção aos Índios. A esta história de dominação brutal não faltaram as práticas genocidas cumpridas muitas vezes em nome de princípios nobres e belos. Para quem se espante com as notícias de que os índios são hoje maltratados, cabe, pois, o esclarecimento: o SPI teve a quem sair. - Un long article de Nonnato Masson, paru dans la revue Jangada n° 77 de abril 2005 - A lire avec précaution, ce n'est qu'une histoire de l'indien écrite par un non-indien... en 1968 (Masson, Nonato. "Memória do índio" - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro, 11 de maio de 1968)
- Réquiem ao Aqüífero Guarani Maio de 2004, doente, cansado, desanimado, então aparece no front do guerreiro ambiental um Amigo de infância para de carro (tenho dificuldade para caminhar), levar-me, ao tradicional bordejo pelo bairro que, (era um parque ecológico e, não é mais, graças ao decreto municipal assinado pelo agora, Ministro Palocci - PT). Chegamos a área de recarga do Aqüífero Guarani e, com muita dificuldade, sentei-me debaixo de uma frondosa sangra-d´água que, plantei em 1998 e, logo fui rodeado pelos micos e beija flores e, o meu Amigo, foi caminhando pelo local e, com a ajuda de um rádio, transmitia a visão de morte e degradação da área que, com muita dificuldade, havíamos reurbanizado em 1998. Então, chorei junto com os micos famintos e, em meio as lágrimas, escrevi este réquiem no meu caderno de notas. Como um dos micos (meu velho Amigo Samuel que, é o alfa da micaiada), insistia em lamber minhas lágrimas, logo percebi que ele estava com sede, acionei o rádio e perguntei ao meu Amigo como estava a situação da água do riacho e, a resposta foi: "puro esgoto!". Então, com a ajuda de moradores improvisamos um bebedouro com água limpa vinda através de mangueira de uma residência próxima do local e, quando a água verteu no interior de uma bacia, senti pela primeira vez que, a sede, é muito pior que a fome. Tive que intervir várias vezes no meio da micaiada e outros animais, para não sair briga, por que a água era disputada no tapa, dentes e bicadas dos pássaros. Já vi muita coisa triste, mas esta visão superou tudo. Pelo rádio, solicitei ao meu Amigo, que telefonasse para o biólogo e solicitasse sua vinda com urgência no local. Duas horas depois, chega o Doutor Paulo Melo (Eng. Florestal), Doutor António (Eng. Agrônomo) e, Doutor Sérgio, biólogo que monitora a fauna do local. Mais duas horas e, tenho o laudo nas minhas mãos, curto e grosso: "A floresta está morrendo e junto com ela a biodiversidade da área, existem animais mortos, a terra está podre, a água poluída, a situação é pior que 1998 e, está acionado o alerta vermelho na área que, a partir de agora, está sob judice". Chora humano!, chora!, porque as lágrimas que vertem dos teus olhos será num futuro próximo, a única água que te restou!!! - Meio Ambiente e Educação Ambiental, no Brasil é, uma mentira utilizada para autopromoção dos abutres palacianos - Aloizio Olaia, ativista ambiental, escritor, filósofo desconhecido.
- Não somos donos da teia da vida - Meu avô costumava dizer que tudo está interligado entre si e que nada escapa da trama da vida. Ele costumava me levar para uma abertura da floresta e deitava-se sob o céu e apontava para os pássaros em pleno vôo e nos dizia que eles escreviam uma mensagem para nós. "Nenhum pássaro voa em vão. Eles trazem sempre uma mensagem do lugar onde todos nos encontraremos", dizia ele num tom de simplicidade, simplicidade dos sábios... - Daniel Munduruku, Formado em Filosofia, História e Psicologia. Mestrando em Educação na Universidade de São Paulo. É escritor e Diretor-Presidente do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual - INBRAPI

 


Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos:
"Dentro de mim existem dois cachorros: um deles é cruel e mau, o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando."
Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu:
"Aquele que eu alimento..."

                                                                   

 

Na Imprensa

  


© Fábio Motta/AE
Viveiros de Castro afirma que os
indígenas não podem ser vistos como ameaça à soberania
nacional

- 'Não podemos infligir uma segunda derrota a eles' - Para Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da UFRJ, os conflitos na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, são a prova do insuperável estranhamento que ainda temos em relação aos índios - Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é considerado "o" antropólogo da atualidade. Dele diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor, seguramente um dos maiores pensadores do século 20: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual". Quem há de questionar o mestre frânces que, nos anos 50, sacudiu os pilares das ciências sociais com a publicação de Tristes Trópicos, relato de experiências com os índios brasileiros nos anos 30? - Flávio Pinheiro e Laura Greenhalgh, O Estado de S.Paulo - 20/04/08

- Declaração dos Povos Indígenas da ONU é traduzida para o português - Um livro traduzido para o português com os 46 artigos da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada por 144 países sob a coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13 de setembro de 2007, foi lançado hoje (12) em Brasília. O documento é o resultado de 27 anos de discussões entre representantes de 5 mil povos indígenas espalhados por 70 países, que somam hoje 370 milhões de pessoas. - Boletim Famaliá - 12/2/08
- Povos das Florestas retomam aliança - Depois de um intervalo de quase 20 anos, o 2º Encontro Nacional dos Povos das Florestas acontecerá em Brasília, entre os dias 18 e 23 de setembro. Com a tentativa de unificar os interesses comuns dos povos que vivem na Amazônia e nos biomas Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Pantanal, estarão presentes mil delegados, entre índios e seringueiros e quatro mil participantes da sociedade em geral. - Marcelo Manzatti, Boletim Famaliá - 4/08/2007
- Movimento contra impunidade mobiliza São Gabriel da Cachoeira - Articulado pela Foirn, Funai e outras instituições locais, movimento pretende sensibilizar autoridades para os problemas de violência, segurança pública e falta de cidadania na maior cidade indígena do Brasil. A violência urbana e o clima de impunidade fizeram nascer uma grande mobilização em São Gabriel da Cachoeira, município com cerca de 35 mil habitantes, maioria indígena, localizado na região do Alto Rio Negro, no Amazonas. - ISA, Fernando Mathias. - 23/03/2007
- A morte encomendada do indiozinho brasileiro - Morte de criança indígena no Mato Grosso do Sul por desnutrição descortina a realidade sinistra do Brasil - Há 500 anos os indiozinhos desta terra brasili vêm lutando pela sobrevivência física, reconhecimento e respeito em face do chamado homem branco. Se ontem, nós, pós-cabralinos, perseguíamos suas mães, os tomávamos como escravos e nos apossávamos de suas terras; hoje, nós, pós-modernistas, os confinamos em aldeias, os relegamos à periferia das cidades, filas de hospitais, feiras e cadastros de cestas básicas governamentais. - CEDEFES - 04/03/07
- Livro escrito por índios ensina a preservar - Publicação feita por professores da etnia ticuna será distribuído em 110 escolas do Amazonas para incentivar a conservação ambiental - Um livro escrito por cinco professores indígenas da etnia ticuna será distribuído para 110 escolas indígenas de cinco municípios próximos ao rio Solimões, no Amazonas. A publicação contém informações sobre a situação atual das aldeias em relação à disponibilidade de animais para a caça e a pesca, exemplos de práticas que contribuíram para a preservação do meio ambiente, legislação ambiental e sugestões dos moradores para ajudar a recuperar a fauna e a flora da região. A publicação é destinada para as aulas de educação ambiental, com o objetivo de retratar a cultura dos índios e incentivar a conservação da floresta amazônica. - 19/1/07
- Afinal, o que é ser índio? - A antropóloga Vanessa Caldeira relata sobre a identidade indígena. - O imaginário nacional ainda está permeado por um modelo único e cristalizado do que é ser “índio”. Para a maioria dos brasileiros,ser indígena ainda significa possuir imagem semelhante àquela que as fontes históricas registraram há aproximadamente 500 anos. Essa imagem de índio – corpo nu,cabelo liso e preto, habitante das matas,falante de língua exótica – recai como forte cobrança para os povos indígenas contemporâneos. - 19/12/06
- Pataxó Hãhãhãe - Campanha Índio Quer Paz – O povo Pataxó Hãhãhãe localiza-se na Região Sul da Bahia-Brasil, estando situados nos Municípios de Pau Brasil, Camacã e Itajú do Colônia. Tiveram suas Terras decretadas em 1926 pela Lei estadual nº. 1.916 de 9 de agosto, sendo demarcadas de fato no ano de 1937 pelo Serviço de Proteção ao Índio. Foram reconhecidas como terras tradicionais dos Pataxó Hãhãhãe 54 hectares, porém hoje possuem a posse de apenas 16.000 (dezesseis mil) hectares. - 8/8/06
- Idioma Indígena no Brasil é o mais enxuto do mundo - Língua da tribo pirahã, no Amazonas, não tem termos para números, verbos no passado ou mitos de origem. Durante uma das primeiras visitas de Daniel Everett ao povo pirahã, no Brasil, quando ele ainda não era um 'baigai' (amigo), membros da tribo quiseram matá-lo. Guerreiros se reuniram na margem do Rio Maici e planejaram o ataque, mas não perceberam que Everett, um lingüista, estava ouvindo e já compreendia o suficiente da cantilena cacofônica do povo do Amazonas para entender as palavras decisivas. - Estado de São Paulo - 07/05/06
- Resposta dos indígenas brasileiros à revista Veja, em sua edição 1.949 - 29/3/2006
- Pajé tukano Gabriel Gentil (Amazonas) recebe título de pesquisador honorário no campo do saber tradicional, inédito no Brasil - Concedido pela Fiocruz, é a primeira vez que os conhecimentos indígenas são reconhecidos com essa titulação. Há mais de 30 anos, o pajé tukano Gabriel Gentil estuda a história de seu povo. Nesse período ele coletou narrativas, mitos, ritos de celebração e encantamentos que estavam sendo esquecidos. Ele diz que quando morriam os pajés e cantadores tukano, estava morrendo uma parte fundamental da história da nação. O material foi publicado em dois livros, o último lançado na semana passada, na Academia Amazonense de Letras. - Jornal da Ciência, 3/6/05
- Un terrible reportage sur les Indiens Xetás - Gazeta do Povo, un journal du Paraná - 5, 6 et 7 mars 2005
- O lugar do índio - E mais uma vez o País assiste, preocupado, ao agravamento do conflito entre índios, posseiros e fazendeiros em Roraima e Mato Grosso do Sul por causa de terras reivindicadas pelos primeiros, mas que ainda não tiveram seu arrastado processo de demarcação concluído. Segundo este jornal , das 618 áreas indígenas identificadas no País, 19 ainda estão em processo de demarcação e 177 por demarcar. - Washington Novaes, O Estado de São Paulo - 16/01/04
- Aculturação Indígena: Uma Introdução Histórica - Este texto propõe fazer uma análise do conceito de aculturação e refletir sobre as relações entre os índios e os não índios, ao longo da história brasileira. - Geraldo Coelho de Oliveira Júnior, Revista Humanidades em Foco - 12/03
                                                                   

 

Alguns Livros

  

- Terres Indiennes et Politique Indigéniste au Brésil - Emilie Stoll - Au Brésil, des peuples autochtones ont survécu à l'avancée de la frontière civilisatrice. Ils souhaitent préserver leur culture et leur mode de vie traditionnelle tout en s'affirmant sur la scène internationale. Depuis les années 1980, les Indiens du Brésil ont créé des organisations pour défendre leurs droits fonciers. Il apparaît que la question indigéniste est inextricablement liée aux problématiques environnementales et que les Indiens sont le dernier rempart contre la déforestation massive de l'Amazonie brésilienne. - L'Harmattan - mars 2009 - 202 pages - ISBN-10: 2296079504 - ISBN-13: 978-2296079502 - 19 €

- Boleiros do Cerrado: Índios Xavante e o Futebol - Fernando de Luiz Brito Vianna - O trabalho apresenta Xavantes em cuja vida social o futebol é presença cotidiana, motivo para encontros interaldeias, foco de divertimento e de disputas, via de conexão com as cidades brasileiras - pela força de atração, entre outras coisas, da profissão de jogador. O estudo oferece contribuições à etinologia ameríndia, à antropologia do esporte e às análises da dinâmica entre fluxos culturais globais e culturas locais. - Annablume - 1ª Edição - outubro 2008 - 336 pág. - ISBN: 857419848X - ISBN-13: 9788574198484 - R$ 40,00

- Le Guarana, trésor des Indiens Sateré Mawé : Mythes fondateurs, biodiversité et commerce équitable - Bastien Beaufort, Sébastien Wolf et Ronald Mary - Au commencement était le Warana... plante emblématique de la culture Sateré Mawé, renommée par les Portugais guarana. Depuis la nuit des temps, ses baies rouges sont récoltées et transformées selon un savoir-faire ancestral. Appréciées par les Indiens pour leurs nombreuses propriétés, elles apportent l'harmonie et la lucidité aux Hommes. Les cinq mythes fondateurs présentés ici forment les racines de l'identité Sateré Mawé. Ils nous font découvrir une autre vision des rapports entre l'homme et la nature. Au cœur de l'Amazonie brésilienne, le contact de plus de trois cent cinquante ans avec la société environnante et l'homme blanc a apporté une grande instabilité pour le peuple Sateré Mawé. Pourtant la tribu a su, tout au long de son histoire, perpétuer ses traditions multiséculaires et gagner peu à peu sa complète autodétermination. L'entreprise française Guayapi Tropical l'a accompagnée dans cette démarche, s'appuyant sur les principes du commerce équitable. Le Projet Warana, mis en place il y a treize ans et reconnu par l'association internationale Slow Food, offre à la nation Sateré Mawé une garantie de plus pour la protection du patrimoine légué par ses ancêtres et la digne existence de ses descendants. Aujourd'hui encore, les Indiens Sateré Mawé défendent farouchement le " Sanctuaire culturel et écologique du Warana " et les nombreux trésors qu'il recèle, comme autant de symboles de la biodiversité qui attisent toujours plus les convoitises mondiales. Un modèle exemplaire de développement écologique, social et politique, pour tous les Amérindiens et pour l'humanité entière. - Editions Yves Michel - mai 2008 - 175 pages - ISBN-10: 2913492576 - ISBN-13: 978-2913492578 - 19€

- Carnets sauvages - Betty Mindlin - (Chez les Surui du Rondônia) - Traduit du portugais par Meei Huey Wang - Betty Mindlin est arrivée en mai 1979 chez les Suruí, le long de la BR-364 qui relie Cuiabá à Porto-Velho, alors qu’ils conservaient encore intactes leurs coutumes et leur système traditionnel. Lors de ce premier séjour, elle a rencontré un paradis. On pourrait dire que les habitants du paradis l’ont trouvée à leur goût. Pas un jour où elle ne fut demandée en mariage malgré la protection et la prude affection du chaman Náraxar. C’est là, à l’abri des ocas, grandes maisons communautaires, entre les corps invitants de l’intérieur et les fantômes de l’extérieur, enveloppée par un chœur de rires amicaux, entre invites, jalousie, menace, cajoleries et petits travaux de la vie quotidienne, qu’elle apprend tout de ses hôtes et se découvre dans sa vérité de femme blanche et de mère éloignée des siens. Au long de sept voyages, elle connaît avec eux la guerre contre les trafiquants de diamants, la modernisation et la découverte du travail salarié… - Ces carnets, qui couvrent ses séjours entre 1979 et 1983, même et surtout parce qu’ils ont été revisités, retravaillés pour mettre en scène les gens et les mythes, sont soutenus par des observations anthropologiques rigoureuses mais jamais encombrantes dont la pertinence s’impose au regard de cette ethnologue enjouée, choisie et adoptée par "ses Indiens préférés". - Betty Mindlin, curieuse et gourmande, fait du lecteur son compagnon de voyage et nous raconte ce monde différent avec une simplicité, une vitalité et une acceptation de l’autre exceptionnelles. - Editions Métailié - avril 2008 - 352 p. - ISBN-10: 2864246511 ISBN-13: 978-2864246510 - 21 €

- Beptopoop, indien kayapo du Brésil - Anne Gély - Illustrations de Guy Lillo - Beptopoop est une jeune indien kayapo. Il vit dans la forêt amazonienne, au Brésil, la vie rude de sa tribu, entre modernité et tradition… - Editions Grandir - Collection Les Hommes de la Terre - 2007 - Album en quadrichromie - 36 pages - ISBN : 2-84166-340-X - Prix : 15 €

- Senhor Zé, cueilleur de caoutchouc au Brésil - Anne Gély - Illustrations de Roger Orengo - Senhor Zé est seringueiro, c'est-à-dire cueilleur de caoutchouc. Plusieurs fois dans la semaine, il parcourt la forêt à la recherche des hévéas, les arbres à caoutchouc. - Editions Grandir - Collection Les Hommes de la Terre - 2007 - Album en quadrichromie - 36 pages - ISBN : 2-84166-344-2 - Prix : 15 €

- Sehaypóri - O livro sagrado do povo Saterê-Mawé - Yaguarê Yamã – O livro sagrado do povo Saterê-Mawé é, como diz o autor, uma homenagem aos pajés de sua nação, que buscam no espírito natural a resposta para as dúvidas da alma. Como seus antepassados, Yaguarê narra as memórias de sua gente para preservar sua tradição de uma geração para outra. As lendas e fábulas de animais aqui reunidas ensinam a origem das coisas, apresentando ao leitor a cultura e o imaginário deste grupo. - Editora Peirópolis - I.S.B.N.: 9788575960776 - 160 páginas - R$44

- Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda - Edição limitada comemorativa dos 70 anos - 'Raízes do Brasil' é uma das obras fundadoras da moderna historiografia e das ciências sociais brasileiras. Tanto no método de análise como no estilo claro e despretensioso da escrita, tanto na sensibilidade para a escolha dos temas como na erudição exposta de forma concisa, revela-se o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos evidentes de escritor. A noção do brasileiro como 'homem cordial', aquele que age segundo o 'coração' - não no sentido de ser bondoso, mas por pautar suas ações pelo afeto e pela intimidade e ser incapaz de separar vida pública de vida privada -, é um dos conceitos fundamentais expostos nesta obra indispensável para se entender o Brasil. Segundo Antonio Candido, este livro é 'um clássico de nascença'. 'Raízes do Brasil' ao completar setenta anos de publicação em 2006, ganha esta edição limitada, comemorativa da obra. Foram incluídos alguns dos mais significativos prefácios e introduções ao livro, assim como quatro novos artigos, escritos especialmente para esta publicação. Há também textos de Alexandre Eulalio, Rui Ribeiro Couto (em que aparece pela primeira vez a expressão 'homem cordial'), Cassiano Ricardo (polemizando acerca dessa expressão, e que provocou a resposta de Sérgio Buarque de Holanda também presente neste volume) e o ensaio 'Corpo e alma do Brasil', ponto de partida de Raízes. O leitor encontrará ainda uma cronologia elaborada por Maria Amélia Buarque de Holanda e um caderno de imagens. - Editora Companhia das Letras - 1ª Edição - 2006 - 448 pág. - ISBN 8535909230 - R$ 59,00

- O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro - Por que o Brasil ainda não deu certo? Quando chegou ao exílio no Uruguai, em abril de 1964, Darcy Ribeiro queria responder a essa pergunta na forma de um livro-painel sobre a formação do povo brasileiro e sobre as configurações que ele foi tomando ao longo dos séculos. A resposta veio com este livro. Trata-se de uma tentativa de tornar compreensível, por meio de uma explanação histórico-antropológica, como os brasileiros se vieram fazendo a si mesmos para serem o que hoje somos. Uma nova Roma, lavada em sangue negro e sangue índio, destinada a criar uma esplêndida civilização, mestiça e tropical, mais alegre, porque mais sofrida, e melhor, porque assentada na mais bela província da Terra.
Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 1922. Antropólogo, ensaísta, romancista e educador, foi ministro da educação no governo João Goulart e fundador da Universidade de Brasília (1963). Intelectual de obra vasta e diversificada, destacou-se também como senador da República. Obras publicadas: Maíra (1976) Utopia selvagem (1982) Migo (1988)
Companhia das Letras - 11ª Edição - 1995 - 472 pág.- ISBN : 8571644519 - R$ 49,50

- O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro - O antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997) foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX. Esse DVD duplo traz todos os 10 programas da elogiada série baseada na obra central de Darcy - 'O Povo Brasileiro', em que o autor responde à questão 'quem são os brasileiros?', investigando a formação do nosso povo. 'O Povo Brasileiro' é uma recriação da narrativa de Darcy Ribeiro, e discute a formação dos brasileiros, sua origem mestiça e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país. - DVD - Versátil Home vidéo editora - Isa Grinspum Ferraz - Região: 4 - Ano de produção: 2000 - País de Produção: Brasil - Género: Documentário - Duração: 280 minutos - Volumes: 2 - Sistema: NTSC - Formato de Tela: Fullscreen - Sistema de Cor: Branco e Preto - Faixa Etária: 14 anos - Idioma Original: Português - Dolby Digital 2.0 - Legenda: Espanhol, Francês, Inglês - R$ 54,25

- Nus, féroces et anthropophages - Hans Staden. Préface de Marc Bouyer et Jean-Paul Duviols - Traduction de Henri Ternaux Compans - Salué par des sommités aussi éclairées qu'Emmanuel Todd, Claude Lévi-Strauss ou Catherine Clément au moment de sa parution, ce livre est en fait une traduction d'un ouvrage de 1557 rédigé par Hans Staden, un Allemand de Hambourg qui s'embarqua pour l'Amérique et s'y vit capturé par des " sauvages "… De retour dans son pays dix ans plus tard, l'infortuné voyageur entreprit de raconter son aventure et de décrire ses ravisseurs, des êtres nus, féroces, et anthropophages… Considéré comme un témoignage de tout premier plan concernant les moeurs des tribus Tupi au XVIe siècle, ce livre constitue aujourd'hui l'un des plus anciens traités d'ethnologie " participative " sur l'Amérique méridionale. Remarquablement mis en perspective par Marc Bouyer et Jean-Paul Duviols, traduit avec brio par Henri Ternaux Compans, ce document extraordinaire est enfin sorti des archives où il dormait pour, espérons-le, rencontrer un vaste public qui ne manquera pas d'être fasciné par la culture anthropophage des hommes du Nouveau Monde… - Métailié - 260 pages - ISBN : 2864245388 - 8 €

- L'Indien brésilien et la Révolution française : Les origines brésiliennes de la théorie de la bonté naturelle - Afonso Arinos de Melo Franco traduit par Monique Le Moing - Essai érudit, brillant, sur l'impact de l'image de l'Indien brésilien dans l'imaginaire, dans la littérature et dans l'esprit des européens des XVIè, XVIIè et XVIIè siècles - Les légendes du bon et du mauvais sauvage - Voyages d'Indiens brésiliens en Europe - Influence sociale et populaire du type de l'Indien brésilien au XVIe et au XVIIe siècle - L'Indien brésilien et les idées du XVIe siècle - L'Indien brésilien et les idées du XVIIe siècle - L'Indien Brésilien et les idées du XVIIIe siècle - Table Ronde - 334 pages - ISBN : 2710327465 - 20 €

- Metade Cara, Metade Máscara - Elaine Potiguara - Esse livro discorre sobre a saga do movimento indígena brasileiro, sobre imigração indígena por violência à sua cultura e suas consequências e o papel da mulher indígena no contexto cultural e sua real contribuição na sociedade. Objetiva ainda o fortalecimento do self selvagem do homem/mulher na construção de gênero para uma melhor qualidade de vida. Com paixão descreve a força da alma humana como principal canal para o amor e para o divino. - Livro publicado pela Global Editora em parceria com a 1ª editora indígena no Brasil “Palavra de Índio” da coleção “Visões Indígenas”, coordenada por Daniel Munduruku - 144 páginas - R$ 24,00

- Tristes Tropiques - Claude Levi-Strauss - Un récit de voyage et d’aventures : Claude Levi-Strauss nous emmène au cœur du Brésil dans les années 1940, de São Paulo et Rio de Janeiro, au Pantanal, marais gigantesque à la frontière du Paraguay, puis au cœur même de la forêt amazonienne, où la végétation est si épaisse que les sons en sont étouffés, et la lumière nous parvient à peine. En bateau, chemin de fer, à dos de mulet, en pirogue, à pied, nous est racontée l’histoire du Brésil, et ce depuis la découverte du continent sud-américain dont on n’est plus sûr qu’elle ait été faite par Colomb, l’installation de quelques colons français dans la baie de Guanabara, qui deviendra plus tard, sous les Portugais, Rio de Janeiro. CLV part ainsi à la rencontre de plusieurs tribus indiennes : Bororo, Caduvéo ou Nambikwara. Plusieurs de ces tribus sont déjà en déclin, et lorsqu’il repassera quelques années plus tard il les trouvera décimées par la maladie, l’alcool, et leurs contact avec les premières firmes industrielles qui viennent s’installer dans la région. - Pocket - ISBN : 2266119826 - 7 €

- Racines du Brésil - Sérgio Buarque de Holanda - Sérgio Buarque de Holanda a vécu dans un temps où, au Brésil, la vie et la pensée politiques étaient traversées par les systèmes radicaux florissant en Europe. On ne peut l'oublier en le lisant. Sa réflexion passe, en effet, de l'histoire du passé à l'évaluation du présent, voire à une réflexion sur un avenir prévisible, ou espéré. Esprit ouvert, aigu et généreux, il a donné avec Racines du Brésil un livre clef qui, sans rien ignorer des méthodes et des théories sociologiques allemandes et françaises, a son visage propre. Sa pensée et sa recherche mettent en valeur et expliquent de façon précise et imaginative les données historiques, géographiques et sociales. Elles fournissent en même temps les images fortes qui articulent le récit. Ainsi, dans l'étude de l'établissement des villes en Amérique, l'exemple de deux mentalités : la méthode géométrique des Espagnols et le geste de dissémination des Portugais, pour qui la terre est fondamentale, toujours présente, comme dans la métaphore du titre de l'ouvrage, Racines du Brésil. - Gallimard - 336 pages - ISBN : 2070746836 - 13,80 €

- Sol do Pensamento, diversos autores Indígenas - 1º E-book indígena na Internet. Um livro eletrônico. Quando clicar, vai aparecer uma caixa para fazer o download. É um arquivo executável em que pode ter total confiança. - Clique aqui para abrir o livro - Organizadora : Eliane Potiguara - Parceiros : GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena; Núcleo de Escritores indígenas do Inbrapi e Vanderli Medeiros Produções

- Diários da Floresta - Betty Mindlin - Diários da floresta é um livro encantador, em que a Betty Mindlin nos fala de seis viagens que ela fez para uma mesma terra indígena, dos índios Suruí, em Rondônia, entre 1979 e 1983, logo após os primeiros contatos. Além do olhar da antropóloga, nos escritos da época transparecem suas surpresas, seu encantamento, sua afetividade e suas emoções, enquanto na leitura atual que ela faz de cada uma das seis viagens ela nos revela um olhar mais distanciado, porém sempre generoso para com esse povo com o qual ela teve um profundo convívio. - Editora Terceiro Nome - 1ª Edição - 2006 - 248 páginas - ISBN 8587556649 - R$ 38,00

- Histoires des Trumaï : Un peuple d'Amazonie - Claire Merleau-Ponty, Aurore Monod Becquelin - Illustrations de Hélène Georges - Au plus profond de la forêt amazonienne, dans une poignée de villages disséminés au bord du fleuve Xingu, vivent les Indiens Trumai. L'ethnologue et linguiste Aurore Monod s'est liée d'amitié avec le chef Nituari, un conteur exceptionnel ; ses visions et ses rêves avaient fait de lui un chamane qui communiquait avec les esprits de la forêt et du fleuve. Il a raconté à Aurore les histoires incroyables de ses ancêtres : des contes inconnus à ce jour, où l'on apprend l'étrange histoire de la naissance de la lumière, ou comment, à l'aube du monde, les oiseaux se sont mis à chanter. Et aussi pourquoi la lune est couverte de taches... - Actes Sud - octobre 2005 - 61 pages - ISBN : 2742757074 - 14,50 €

- Contos Indígenas Brasileiros - Daniel Munduruku - 'Contos Indígenas Brasileiros', de Daniel Munduruku, nos mostra que a palavra cria, enfeitiça, embriaga, gera monstros, faz heróis, remete-nos para nossa própria memória ancestral e dá sentido ao nosso estar no mundo. Foi com essa paixão e certeza que este livro foi escrito por meio da seleção de mitos que representam a caminhadas de diversos povos indígenas. - Global Editora - 2004 - 64 páginas - ISBN 8526009362 - R$ 19,90
Leia um artigo sobre o autor na revista Raiz

- De Volta ao Lago de Leite - Christiane Lasmar - O objetivo desta obra foi refletir sobre o movimento dos habitantes do rio Uaupés (afluente do rio Negro) em direção ao mundo dos brancos, buscando delinear o seu sentido segundo os princípios da sociocosmologia nativa. Ela dedica-se a pensar as transformações que ocorrem no modo de vida dos índios uma vez que eles deixam suas comunidades de origem, situadas ao longo de toda a faixa ribeirinha, e passam a residir na cidade de São Gabriel da Cachoeira. Ao se mudar para a cidade, a população indígena realiza um movimento de descida dos rios Uaupés e Negro para se fixar no curso médio desse último. Parte do pressuposto de que uma reflexão sobre o movimento dos habitantes do Uaupés em direção à cidade precisa considerar, de um lado, suas implicações para as relações sociais e o modo como ele se vê implicado por elas; de outro, as concepções cosmológicas que informam a imagem dos índios sobre si mesmos e sobre os brancos.
De volta ao Lago de Leite é uma obra pelo menos três vezes bem-vinda. Ela é a primeira publicacão da série de monografias produzidas pelo NuTI, o Núcleo de Transformações Indígenas, criado em 2003 no Museu Nacional tendo em vista a execução do projeto Pronex (CNPq/Faperj) “Transformações indígenas: os regimes de subjetivação ameríndios à prova da história”. Ela é também o resultado inaugural da associação entre o NuTI e o Instituto Socioambiental (ISA), que acolheu a pesquisa de Cristiane Lasmar no Rio Negro e soube lhe dar a essencial expressão etnopolítica. Mas a obra deve ser saudada, acima de tudo, por suas qualidades próprias como estudo antropológico: por sua fluência descritiva, sua sensibilidade etnográfica, sua elegância conceitual, e sua oportunidade histórica. Ao acompanhar os povos tukano e aruaque do rio Uaupés em seu progressivo deslocamento para a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no rio Negro; ao descrever este movimento do ponto de vista das mulheres indígenas, ponto de vista já em si marcado pelo descentramento e pela deslocação (as sociedades do Uaupés se organizam em segmentos agnáticos); ao analisar o modo pelo qual o discurso da “comunidade” é utilizado para pensar uma situação em que, justamente, a comunidade deixou de ser uma evidência; e ao determinar teoricamente o processo de alteração da alteridade que redefine a economia sociocósmica nativa ao repor os termos das diferenças internas e externas ao socius, este livro marca, em mais de um sentido, a entrada da antropologia do noroeste amazônico na contemporaneidade. Etnologia indígena com antropologia urbana, comunidade ribeirinha longínqua e bairro da periferia de São Gabriel; casamentos interétnicos contra-associados à produção de uma indianidade genérica face aos brancos e à simultânea reafirmação dos dispositivos indígenas de produção de indivíduos e de distinção de coletivos (hierarquia clânica, segmentação étnica); ritos de iniciação tribal e militância étnica em ONGs, mitos de origem e projetos de educação escolar; virar branco para continuar índio e vice-versa, e pelo avesso, e ao contrário — tudo isso se encontra hoje no coração da Amazônia, ao mesmo tempo e no mesmo lugar, e é descrito de um mesmo fôlego em De volta ao Lago de Leite. As diferenças estão diferindo. Mas como rediferenciá-las, como rediferi-las? Como transformar a transformação? O que fazer diante de uma alteração radical do outro que o muda em Outro, em figura que passa a condensar, sob a máscara do Branco, todas as diferenças significativas e todo movimento “em direção”, e assim impede que os outros desse Outro se constituam como índios pela gestão de suas distinções “internas”? Como evitar se identificar a esse Outro, virando Branco, ou evitar se contra-identificar a ele, virando não-Branco em vez de permanecer internamente diferenciado em Tukano, Desana, Tariana? Como, sobretudo, apropriar-se da desejável cultura dos brancos sem ser apropriado por sua detestável sociedade? “História” é o nome da resposta a essas questões, e devemos saudar De volta ao Lago de Leite pela lucidez com que soube, no sentido mais literal possível, prestar atenção a elas. “Antropologia” é o nome dessa atenção. - Editora UNESP - 1ª Edição - 2005 - 288 pág. - ISBN 8571396213 - R$ 36,00

- O Amante das Amazonas - Rogel Samuel - O romance foi inspirado por fotografias (que estão no livro) tiradas pelo autor, na década de 60, das ruínas do navio "Adamastor", na praia de São Raimundo, nos arredores de Manaus. O navio pertenceu a Maurice Samuel, comerciante de borracha falecido em 1942, avô de Rogel Samuel, que não o conheceu. Maurice nasceu em Estrasburgo, trabalhou numa companhia de navegação inglesa e um dia veio a Manaus e ali se estabeleceu. Ainda existe a bela mansão onde Maurice morou em Manaus. A partir daí, o autor passou a ler todos os autores daquela época para levantar como seria a vida na Amazônia de 1850 até a década de 1950. Cerca de 100 livros. Todo o enredo gira em torno de um Palácio, construído no meio da selva, o Palácio Manixi, e da misteriosa origem da fortuna do protagonista. Uma obra notável para quem gosta do entrelaçamento de ficção e realidade, da História constituída por histórias. - Um romance histórico que fala de um seringueiro do ciclo da borracha e a saga da floresta amazônica, mostrando o apogeu e a decadência do império amazônico na História das estórias da região da maior floresta do mundo. - "O Amante das Amazonas" é excelente - "Quem começa a ler a primeira página só consegue largar quando finda o livro, tal é a sua grandiosa narrativa", escreveu Luiz Alberto Machado. - Editora Itatiaia - ISBN : 85-319-0690-3 - 168 páginas - 2005 - Preço : R$31,00 - Mais informações sobre o autor

- Um Peixe olhou para mim - Tania Stolze Lima - O povo Yudjá e a perspectiva - Restituamos aos adjetivos sua força diferenciadora. Pois neste livro se deu um imenso passo; mas ágil e leve, passo quase silencioso. Um peixe olhou pra mim é um dos estudos mais radicalmente originais já produzidos pela etnologia brasileira. Não carece de ser profeta para prever que a profunda radicalidade deste livro, aliada à sua extraordinária qualidade, votam-no ao reconhecimento e utilização para muito além dos limites da especialidade em que se enquadra, da língua em se escreve e do contexto em que se elaborou. Em que consiste exatamente a originalidade que reivindico para essa etnografia de um sistema sociocosmológico amazônico, o dos Yudjá do Médio Xingu? Ela consiste, não em um ser diferente de algo, um algo como a tradição secular da escuta e da escrita antropológica. Mas, muito mais importante, em um ser diferente com algo, e um algo muito particular: uma outra tradição de pensamento, um afluente da milenar Grande Tradição amazônica que apenas começamos a entender. Pois a originalidade desta interpretação do pensamento yudjá sobre alguns aspectos principais de seu próprio mundo — muito outro que o nosso — reside em ter sido particularmente fiel à interpretação yudjá desse mundo. Mas fiel no sentido radical (radical no sentido radical) do termo. Fiel, assim, não como servil, especular, mimético; fiel, sim, como quem foi tomado em confiança pelo outro, como quem soube marcar a necessária distância que é como a condição da verdadeira proximidade; como quem não se afastou do outro, no sentido de que não o traiu, porque, se traição se impusera, seria antes a si mesmo. Por estranho que pareça, quando o etnógrafo presta atenção ao nativo, quando é fiel ao que ele lhe confiou — eis ocasião para surpresa, e celebração. Não acontece todo dia. Este livro de Tânia Stolze Lima vem de uma tese que tive o prazer de orientar, defendida no Museu Nacional em 1995. Esta tese, por sua vez, está diretamente na origem de um dos conceitos que se mostraram mais fecundos na etnologia (digo, etnologia mundial) dos últimos dez anos, e que ainda não acabou de mostrar suas potencialidades. Refiro-me à problemática do perspectivismo sociocosmológico ameríndio, uma das contribuições mais distintivas (não digo radicalmente originais para não me repetir) do pensamento indígena à antropologia, isto é, ao discurso dos humanos sobre o mundo, enunciado de um ponto de vista ‘particularmente’ humano. Fui cúmplice, sócio e parceiro de Tânia Stolze Lima na gestação deste conceito; e assim, penso que ninguém melhor que um comparsa para denunciar as qualidades especiais do trabalho de seu comparsa. Não vou aqui ‘resumir’ o conceito de perspectivismo, e menos ainda a noção yudjá de perspectiva tal como a autora a desenvolve na minúcia e com a atenção que ela merece. Registro apenas que o presente livro não é a magnífica tese de 1995; é melhor. Ele foi lenta e longamente repensado, incorporando muitas das discussões e inovações ocorridas nesta década, que está sem dúvida entre as mais ricas da história da antropologia. Em especial, destaco os novos modos com que a disciplina está sabendo renovar a análise dos sistemas humanos de pensamento-ação, liberando-a (cito a autora) “das categorias da finalidade cultural, da causalidade sociológica ou da totalidade hierárquica”. Destaco também, e talvez sobretudo, a renovação crítica de amplo fôlego a que Um peixe olhou pra mim submete a problemática-mestra do perspectivismo ameríndio. ”Hoje em dia, há apenas um punhado de antropólogos que realizam trabalho de campo de longa duração, e que fazem, da compreensão de uma outra experiência da existência, sua própria busca intelectual. Menos ainda são aqueles que possuem a profundidade de conhecimento de uma outra cultura e linguagem necessária para essa busca“. Não encontrei melhor definição deste livro que as palavras de Iadran Mimica, outro antropólogo. Tânia está no punhado, e ainda, nos menos ainda. Congratulemo-nos. - Editora UNESP - 1ª Edição - 2005 - 400 pág. - ISBN 8571396221 - R$ 48,00

- Les Indiens du Brésil - Jean de Léry - La présente édition, Les Indiens du Brésil, reprend les chapitres spécifiquement consacrés à la vie quotidienne des Tupinamba : costume, alimentation, rites de guerre et d'anthropophagie, mariage et polygamie. - Témoignage de première main sur la vie indigène, ce récit brésilien, qui eu un succès considérable, inspira à Montaigne son "Essai sur les Cannibales". Claude Lévi Strauss le considère comme "le bréviaire de l'ethnologue moderne". - Jean de Léry (1534-1613), jeune cordonnier calviniste, participe en 1557-1558 à l'expédition coloniale française au Brésil. Léry et quelques autres choisissent d'aller vivre chez les " sauvages ". Il rapporte de son séjour chez les Tupinambá un témoignage exceptionnel sur la vie indigène. Mais c'est seulement quinze ans plus tard, après la saint Barthélémy - à laquelle il échappa de peu -, que Léry publie son Histoire d'un voyage fait en la terre du Brésil (1578). Il y décrit sans jugement a priori les pratiques susceptibles de scandaliser la conscience occidentale. Ce livre, qui constitue certainement la source du mythe du " bon sauvage ", est considéré par Claude Lévi-Strauss comme le " bréviaire de l'ethnologue moderne ". - Mille et Une Nuits - 2002 - 95 pages - ISBN : 2842056841 - 1,95 €

- Ymã, ano mil e quinhentos: relatos e memórias indígenas sobre a conquista - Paulo Humberto Porto Borges – 'Ymã - ano mil e quinhentos' (Antigamente, em mil e quinhentos) procura discutir as várias possibilidades de escolarização indígena e a formação de professores, referente ao ensino de História, junto ao grupo Guarani da aldeia Sapukaí de Angra dos Reis (RJ). Com o objetivo de revelar e registrar uma historicidade indígena, este livro promove o cruzamento de dois tipos de documentação; a memória histórica da comunidade Guarani, perpetuada por uma forte tradição oral e, dentre a extensa documentação não-índia, as inúmeras imagens na forma de gravuras, pinturas e fotografias produzidas por diversos não-índios como viajantes, antropólogos e fotógrafos oficiais do antigo SPI, sobre os Guarani e outros povos indígenas. O resultado é um rico diálogo entre a memória indígena e a memória do conquistador, revelando vozes, até então ocultas, que destoam das chamadas 'comemorações' destes 500 anos de Brasil. - Mercado de Letras - 1ª Edição - 2000 - 168 pág. - ISBN: 8585725583 - R$ 19,00

- Les Gardiens de la Forêt des Ombres - Paul Dequidt, Serge Guiraud - Cet ouvrage est le résultat de plus de 20 années de rencontres et d'études des tribus amérindiennes de l'Amazonie brésilienne. Il présente le quotidien des populations et effleure la pensée indienne. Des documents rares (tapirage, rituels du Yakwa, du Yawaci, du Tolo et du Kuarup) et une riche iconographie montrent la diversité et la complexité de ces civilisations aux modes de vie originaux. - Distribution : Jabiru Prod - 11, place Pinel - 31500 Toulouse - Tél : 05.61.54.61.10 - 160 pages - 190 photos couleurs - 30 euros + 5 euros de frais d'envoi - Courriel

- Indiens Jivaros - Jean-Patrick Costa - En cette fin de millénaire, les derniers hommes libres et heureux de la planète se meurent en silence. Écologistes au plus profond de leur âme, ils avaient bâti une civilisation du plaisir immédiat dans laquelle le temps présent se dilate comme pour mieux embrasser la magie de la nature, la fête de la vie mais aussi celle de la mort. Rêveurs de tous les instants, ils avaient apprivoisé le bonheur aux frontières du réel et de l'illusion. L'Homme Blanc est venu les extirper de leur tranquillité au fin fond de la forêt vierge pour leur offrir en cadeau la modernité. Pourtant, les Indiens d'Amazonie sont loin de s'en féliciter : ils ne nous remercient pas ! - L'auteur a travaillé trois ans chez les Indiens Jivaros; il parle de la vie de ce peuple et déplore l'influence sur lui de la présence des Blancs et de la civilisation moderne - Editions du Rocher - 250 pages - ISBN : 2268025950 - 21,20 €

- Fricassée de Maris : Mythes érotiques amazoniens - Betty Mindlin, traduction de Jacques Thiériot - Même si près d'un siècle les sépare, la petite Indienne ci-contre, qui invite à la sieste dans son hamac, photographiée vers 1900, et les informateurs de Betty Mindlin appartiennent tous à un monde disparu. L'ethnologue brésilienne a recueilli des «mythes érotiques» en différentes langues indigènes, dans les états du Matto Grosso et de l'Amazonas. Les Macurap, Tupari, Ajuru, Arua et autres indigènes qu'elle a rencontrés dans les années 1990 ont vécu «l'expérience du travail esclave» dans les plantations d'hévéas. Leurs groupes ont été décimés par la rougeole et diverses maladies, cadeaux de la civilisation. Dans leur mémoire collective subsistent pourtant des mythes «archaïques, peut-être millénaires», qui ont traversé le temps avec une belle énergie. Ils nous parviennent avec des méandres aussi serpentins que les fleuves d'où ils sont originaires: transcrits en un portugais approximatif par les informateurs de Betty Mindlin, traduits en un français inventif, ancien et contemporain à la fois, ils ont gardé la marque de l'oralité. L'absence totale d'inhibitions et de sens du péché donne une tonalité allègre à ces histoires d'amour. - Métailié - 308 pages - ISBN : 286424537X - 20 €

- Au pays du Jabouti, contes et mythes indiens du Brésil, ouvrage pour la jeunesse écrit et illustré par Béatrice Tanaka - Sommaire :
1. Les amis du Jabouti : quatre contes animaliers très connus au Brésil : Le jaguar et la coutia, La magouari et le sommeil. La torue jabouti et les fruits inconnus. La maison des singes bouchenoire
2. Mythes des peuples de la forêt : trois mythes des Indiens d'Amazonie : La fille du Grand Serpent et la nuit, Ceiouci l'ogresse, le Sage Bahira.
Béatrice Tanaka est brésilienne. Elle a écrit et illustré plus de 40 livres et albums, essentiellement des contes choisis dans le patrimoine des cultures du Monde. - 96 pages - 35 illustrations en couleur - 20 € - coédition Kangil éditeur / Réunion des musées nationaux - Diffusion Interforum

- L'Amazonie disparue : Indiens et explorateurs 1825-1930, sous la direction de Antoine Lefébure, textes de M.Braudeau, S.Charon rt P.Menget - À la fin du XIXe siècle, des dizaines d'expéditions scientifiques européennes se sont lancées à l'assaut de la dernière tache blanche des cartes de géographie : la légendaire forêt amazonienne. Au prix d'exploits insensés, conduits par une foi sans limites dans les bienfaits du progrès, ces explorateurs - comme les Français Coudreau et Crevaux, l'Allemand Steinen ou l'Italien Boggiani - ont relevé les cours des mille affluents de l'Amazone, identifié plantes et animaux inconnus, rencontré des tribus indiennes dont personne ne soupçonnait l'existence. C'est d'abord cette épopée que retrace Antoine Lefébure dans ce livre, illustré de superbes clichés d'époque, exhumés des bibliothèques et musées d'ethnographie. - La Découverte - 221 pages - ISBN : 2707144223 - 45 €

- Terras Indígenas e Unidades de Conservação da Natureza – O Desafio das Sobreposições, coordenado pela antropóloga Fany Ricardo - Ao longo de mais de 700 páginas, a publicação faz o mapeamento dos principais conflitos e busca avançar na reflexão a respeito das sobreposições entre terras destinadas a diferentes usos no Brasil, particularmente Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Em sua primeira parte reúne artigos com abordagens históricas, jurídicas, antropológicas, políticas, econômicas e ecológicas relativas a TIs, a UCs ou ao tema da sobreposição propriamente dito. Na segunda parte, composta por capítulos agrupados nos segmentos 'Amazônia' e 'Mata Atlântica', são apresentados os casos mais emblemáticos de sobreposições entre TIs e UCs incidentes no Brasil, por meio de uma abordagem múltipla, em que representantes dos principais grupos de interesse expressam suas versões dos conflitos - Editora Instituto Socioambiental (ISA). - ISBN 8585994312 - R$ 50,00

- Indiens et développement en Amazonie - Au début des années 1980, le Brésil entamait un long processus de transition démocratique. Malgré les espoirs qui entourèrent l’avènement de cette « Nouvelle République », la politique indigéniste de son premier gouvernement présentait, au bout de cinq ans, un bilan dont les articles contenus dans ce recueil montrent qu’il n’avait, à bien des égards, rien à envier à ceux des administrations militaires qui l’avaient précédée. - Revue Ethnies 11-12, Printemps 1990. - Responsable éditorial : Bruce Albert - ISSN 0295-9151 – Format 21 x 28 cm, 148 p. , bibl., cartes, photos. - 15€

- Dépossédés, Les Indiens du Brésil, de Fiona Watson, Stephen Corry & Caroline Pearce - On estime que cinq millions de personnes vivaient au Brésil lorsque les Européens y débarquèrent en 1500. Cinq siècles de massacres, de tortures, de maladies et d’exploitation ont eu raison de cette population indigène qui ne représente plus aujourd’hui que 7% de ce qu’elle était. - Revue Ethnies n° 28 - Survival International - ISSN 0295-9151 – ISBN 2-912114-05-5 - 128 p. - 12€

- Carnets indiens, Avec les Indiens Urubus-Kaapor, Brésil - Darcy Ribeiro - Les Carnets Indiens sont des carnets d'expéditions conduites entre 1949 et 1951 dans la forêt amazonienne chez les Urubus-Kaapor, descendants des célèbres Toupinambá aux rituels d'anthropophagie, peuple pacifié depuis seulement vingt ans et fragilisé par les épidémies, les conflits et une scandaleuse politique d'extermination menée à des fins économiques. - Éditeur : Plon - Collection : Terre Humaine - 720 pages - ISBN : 2259188354 - 32 €

- O segredo da chuva, de Daniel Munduruku - Lua é apenas um menino. Mas tem coragem suficiente para enfrentar os temíveis seres alados e outros perigos. Afinal, é preciso agir sem demora. Há tempos não cai nenhuma gota do céu. A aldeia, a floresta e todas as formas de vida estão ameaçadas. Lua e seus companheiros - um macaco, uma onça e uma capivara - vão atrás de uma solução. - Editora Ática
Leia um artigo sobre o autor na revista Raiz

- Wamrémê Za'ra - Nossa Palavra - Mito e História do Povo Xavante - R$ 53 - Ideti - Loja virtual

- "Daró Idzô’uhu Watsu’u : A História da Aldeia Abelhinha" - Ed. Pancast - 1999 - Bilíngüe (xavante-português) - 37 páginas, incluso mapas e anexo do professor. - R$ 14,00

- A Terra dos mil povos - Kaka Werá Jecupé - História Indígena do Brasil Contada por um Índio - Kaka Werá Jecupé, índio txucarramãe, nos conta neste livro o que lhe contavam seus parentes - pais, avós, bisavós e os ancestrais de sua tribo - com a mesma oralidade, conservando a mesma fé. Na virada do milênio, em que se discute a ética e quebram-se velhos paradigmas, é preciso remodelar a visão que temos do povo brasileiro, agregando a ela a noção de que também nós somos uma etnia milenar. Uma das mais nobres e eficientes formas de conseguir isso é reintegrar ao universo da Educação a perspectiva de valores universais contida na tradição indígena. Em 'A Terra dos mil povos', o leitor terá a chance de relembrar os valores, a ética, a forma de pensar e de agir e a natureza do índio. - Fundação Peirópolis - 1998 - 120 páginas - 3ª edição - ISBN: 8585663243 - R$ 28,00

                                                                   

 

Música

- Um Canto em Favor das Matas - Músicos da região amazônica revelam fusão de sonoridades no DVD Gente da Mesma Floresta - O Itaú Cultural lança, com o apoio da gravadora Olho de Boto, o 11º DVD musical da coleção Toca Brasil, Gente da Mesma Floresta. O DVD traz o registro do raro encontro de seis expoentes da música da região amazônica, reunidos em abril de 2006, e apresenta 19 músicas interpretadas por Bado (RO), Célio Cruz (AM), Eliakin Rufino (RR), Zé Miguel (AP), pela cantora Graça Gomes (AC) e pelo cantor, compositor e violonista paraense Nilson Chaves, que no show atua também como um mestre de cerimônia, e inclui, ainda, o depoimento de cada um dos músicos. Foi a primeira vez que esses seis expoentes da região se reuniram para tocar juntos, num show em que o fio condutor é a música local, rica em influências de ritmos indígenas, caribenhos, com canções que remetem às lendas e à exuberância dos rios e da Floresta Amazônica. A iniciativa do encontro partiu de Nilson Chaves, reconhecido nacionalmente como um dos maiores representantes da música do Norte. - R$ 22,00 - Saiba mais

- Cantos Tradicionais Makuxi - 17 músicas tradicionais em três estilos,tukui, ximidim e parichara, com tradução em português. As músicas são de autoria coletiva do Povo Macuxi repassadas por muitas gerações, apenas uma música Upaatakon (Nossa Terra), de autoria do indígena Paulo Jose de Sousa, macuxi, que fez em homenagem ao povo macuxi e a conquista pelo território tradicional, a terra indígena Raposa Serra do Sol. - R$15,00

- Cantos Tradicionais Parichara Wapichan, gravado por índios Wapichana - Roraima - Este disco foi feito por índios Wapichana da Serra da Lua, região central do estado de Roraima. Foi gravado em 2006 na aldeia Jabuti, com a participação de cantores e músicos Wapichana das aldeias Jacamim, Malacacheta, São Domingo, Jabuti e Murirú. - O projeto Canto Wapichana, além da produção do CD de músicas tradicionais, tem o objetivo de divulgar nas escolas da rede públicas de ensino fundamental os cantos tradicionais dos povos indígenas de Roraima. - R$15,00

- A'uwê Salve o Cerrado - Música Tradicional Xavante (Aldeia Abelhinha) - Índios Xavante - Mato Grosso - O CD foi lançado pela Associação Xavante Warã e é um manifesto pela conservação do cerrado, cada vez menor no estado do Mato Grosso. Os Xavante contam que a música tradicional de seu povo é recebida em sonho por pessoas que se preparam através de jejum e cuidados com o corpo. As músicas são transmitidas por antepassados e carregam mensagens para seu povo.

- Kapinawá - benditos, sambas de coco e toantes - Índios: Kapinawá - Pernambuco - Esse disco foi gravado em 2002 e 2003, na aldeia de Mina Grande, em Pernambuco. É um projeto apoiado pela Universidade Federal de Campina Grande, pelo Banco do Nordeste e pelo Laboratório de Estudos em Movimentos Étnicos. É um importante registro de toantes, as canções ouvidas nos rituais de Toré, que são característicos de povos indígenas da região Nordeste. Há também canções religiosas, chamadas "benditos" e os curiosos "sambas de coco", um ritmo forte e que era usado no passado para aplainar o chão das casas construídas com barro. As canções dos índios Kapinawá formam um universo singular, com uma carga alta de espiritualidade.

- Ponte entre Povos - A música dos índios e a música erudita no Amapá/Brasil - Índios ; Palikur, Wayana, Apalai, Tiriyó e Katxuyana - Amapá e Pará - SESC SP - Esse disco triplo é outro projeto que só merece elogios a todos os envolvidos. Com a organização da pesquisadora e intérprete de música indígena Marlui Miranda, reuniram-se músicos indígenas das etnias Palikur, Wayana, Apalaí, Tiriyó e Katxuyana; e músicos da Escola de Música Walkíria Lima, do Amapá. Gravaram-se as experiências desse encontro, entre dois universos musicais tão diferentes, e registraram-se algumas músicas tradicionais dos povos indígenas envolvidos. O primeiro disco é o registro do encontro entre os músicos indígenas e não-índios e os outros dois são as gravações originais de cantos tradicionais de cada povo. Foi publicado ainda um livro explicando o contexto de cada canção e centenas de fotos e desenhos das culturas envolvidas.

- Mbae'pú Ñendu'í - Índios: Guarani-Mbyá - Rio Grande do Sul - Esse disco foi gravado em 2001, em Porto Alegre pelo grupo Teko-Guarani. Este grupo é formado por oito crianças e três instrumentistas, das aldeias Teko'á Anhetenguá (Aldeia Verdadeira), Yrya'pú (Aldeia Som das Águas) e Porá (Aldeia Bonita). "Para levarem estes cânticos (pora'í) à sociedade envolvente, os Mbyá reeberam autorização dos Deuses (Nhanderu), pois estes são cantos sagrados (pora'í) inspirados por Nhanderu aos Mbyá-Guarani e que são repassados às gerações mais jovens através dos rituais realizados na Opy (casa de reza)."

- Fethxa - Cantando com o sol - Índios Fulni-ô - Pernambuco - Esse é um disco do grupo Fethxa, formado por índios Fulni-ô. Foi gravado em 2002. O disco tem músicas baseadas na cultura Fulni-ô com letras compostas por Manuel de Matos. Todas as músicas são cantadas em Yathê (a língua Fulni-ô) e em português. É forte a influência de ritmos nordestinos no trabalho do Fethxa.

- Flêetwtxya - Cantos Tradicionais dos Índios Fulni-ô - Índios Fulni-ô - Pernambuco - O disco foi gravado em 2002 pelo grupo Flêetwtxya e registra músicas tradicionais do povo Fulni-ô. Todas as faixas do disco são da dança Cafurna; exceto a faixa 09, que é um Toré.

- Cantos do Semi-árido - Eu sou Fulni-ô - Índios Fulni-ô - Pernambuco - Esse CD traz a musicalidade dos Índios Fulni-ô, do Agreste Pernambucano, que como muitos outros povos indígenas, sofreram transformações decorrentes do dilema do contato com a sociedade nacional, mesmo assim, conseguiram preservar sua sabedoria ancestral. Sua língua Yathê, o Toré, sua música/dança evocada em momentos de alegria e tristeza, no resgate simbólico e do sagrado, do religioso e do político, por conseguinte construiu uma forma de resistência na preservação de sua cultura...

- Caxiri na Cuia – O Forró da Maloca - 11 composições, em português, com estilo musical que varia entre forró e xote. Todas as músicas abordam a vida indígena na Raposa Serra do Sol e a luta das comunidades pela conquista da terra. - R$ 15, contatar com Mário Nicácio, através dos telefones 55 95 224-5761 ou 624-2452 ou por e-mail

- Ñande Reko Arandu - Memória Viva Guarani / Índios Guarani de São Paulo e Rio de Janeiro / Projeto Memória Viva Guarani - As músicas são cantadas por grupos de crianças de quatro aldeias Guarani: Sapucai, na cidade de Angra dos Reis; Rio Silveira, em São Sebastião; Morro da Saudade, na cidade de São Paulo e Jaexaá Porã, em Ubatuba. As gravações foram realizadas na aldeia Jaexaá Porã. Todas as músicas têm por tema a espiritualidade. Os índios Guarani contam que as crianças são puras e seu Deus, Nosso Pai Nhanderu, envia esses cantos diretamente a elas. - R$ 25 - Ideti - Loja virtual

- Ñande Arandu Pygua - Memória Viva Guarani - Índios Guarani de São Paulo e Rio de Janeiro / Instituto Teko Arandu - "Nesse disco foram registradas quatro modalidades da música Guarani: Mitã Mongueá, ou acalantos; Kyringue Mborai, cantos infantis com temática religiosa; Kunhã Mimby, dueto de flautas de bambu tocadas exclusivamente por mulheres; e Kunhã Jerokya ou Dança do Tangará, tema instrumental executado com o mbaraká guaxu (violão) e rawé (rabeca), que acompanha esta modalidade de dança feminina."

- União dos Povos - Índios Tariano, Tikuna, Sateré-Mawé e Tukano - Amazonas / COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia - Esse disco é um projeto da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e o PDPI (Projetos Demonstrativos dos Povos Indígenas). É um registro de músicas de quatro etnias do Amazonas, cantadas por indígenas que vivem na cidade de Manaus. - Ao lado dos cantos tradicionais dos povos Tariano, Tukano e Sateré-Mawé; juntam-se belíssimas canções atuais, apresentadas pela cantora Claudia Tikuna, na língua de seu povo. É um dos melhores discos já feitos.

- Amjëkin - Música dos Povos Timbira - Índios: Canela-Apãniekrá, Krahò, Krikati, Canela-Ramkokamekrá, Gavião-Pykopjê e Apinajé - Tocantins e Maranhão - O CD tem coordenação musical de Kilza Setti e participação de mais de 200 índios das etnias Gavião-Pykopjê, Canela-Ramkokamekra, Canela-Apaniêkra, Apinajé, Krahô e Krikati. O trabalho é um dos resultados do projeto Arquivo Musical Timbira, do Programa Educação e Referência Cultural do CTI. A obra reúne pequenas amostras de cantos rituais como os de Këtwajë (rito de iniciação dos jovens para a idade adulta), Wy’ty (rito de recebimento ou entrega de dignidade ritual), Pepkahyc (segunda etapa do rito de iniciação masculina), Pyrëkahyc (rito da “falsa tora” ou do final do luto), pequenos trechos de cantigas de ninar, de festas, de caçada, entre outros. São pequenos fragmentos sonoros que, além do valor musical, reforçam e consolidam a unidade lingüística e cultural dos Povos Timbira. O CD é a comprovação das afinidades culturais e da forte identidade entre os diversos grupos Timbira. - venda - O encarte do disco conta com dezenas de fotos e explicações sobre o tema de cada música e a ocasião em que é cantada. Um dos aspectos mais interessantes do projeto é a formação de pesquisadores musicais entre os próprios índios, para preservação da memória coletiva dos povos e intercâmbio entre eles.
Um fragmento do texto que acompanha o disco: "Tudo que existe no universo "natural" Timbira tem o seu canto: das pequenas bolhinhas d'água formadas pela rãzinha amarela quando respira, à luz diáfana que emerge dos aerólitos; das cores inusitadas de determinadas joaninhas à forma delicada do menor dos arbustos e florzinhas do cerrado; da elegância do caminhar da onça à graça do redemoinho no cocoruto de um pequeno marsupial, tudo que é diferencial e inusitado dos e nos seres é cantado. Este é o universo dos cantos que vocês ouvirão."

- O Canto das Montanhas, gravado por índios: Krenak, Maxakali e Pataxó - Minas Gerais / Núcleo de Cultura Indígena - O Festival de Dança e Cultura Indígena da Serra do Cipó é um encontro de tribos. Nosso culto aos ancestrais, a todos os seres da Criação. É nossa maneira de abraçar também os outros povos e culturas que vieram para cá um dia. Assim, estamos chegando das aldeias com os donos da festa para alegrar a montanha e seus espíritos ancestrais, guardadores das águas claras, no alto da Serra do Cipó. - R$ 25,00 - Ideti - Loja virtual

- Etenhiritipá – Cantos da tradição Xavante - Mato Grosso, (Associação Xavante de Pimentel Barbosa e Núcleo de Cultura Indígena/SP - Todas as músicas foram gravadas na aldeia Etenhiritipá, chamada pelos brancos de "Pimentel Barbosa". A decisão de fazer esse disco passou por uma consulta ao Warã, o Conselho Tribal da aldeia. Quando o menino Xavante atinge a idade de 12 a 13 anos, ele é separado da família e passa a morar numa casa com outros adolescentes. Lá eles recebem orientação para a vida adulta. Esses adolescentes são chamados wapté. Wai'á é uma cerimônia sagrada para os homens Xavante, que acontece a cada dez anos aproximadamente. - setembro/ 1994 - R$ 25 - Ideti - Loja virtual

- Iny – Cantos da tradição Karajá - "A música do povo INY (Karajá) fala do passado, do presente e do futuro. Traz a alegria para os rituais e cotidiano. Os cantos tradicionais são muito importantes na vida do povo INY, através deles educamos nossas crianças para que mantenham a tradição. Por esta razão gravamos este CD com alguns dos cantos destes rituais tão significativos para o povo INY, para que através da música o tori (não índio) possa conhecer um pouco da cultura do povo INY. E assim, conhecendo e entendendo nossa tradição, possa ajudar a preservá-la pois ela é parte da história deste país Brasil." - Daniel Coxini, Cacique da aldeia Fontoura - Ilha do Bananal - Tocantins - IDETI – Instituto das Tradições Indígenas - R$ 25 - Ideti - Loja virtual

- Krahò Ampó-Hu – Todas as sementes - Índios Krahò - Tocantins / Kàpey – União das aldeias Krahò - Casas de Wîtî são locais de reuniões dentro da aldeia Krahò. As cantigas de Wîtî são entoadas nessas casas, enquanto espera-se por determinados momentos rituais. As letras falam sobre a história do povo Krahò e sobre a Natureza. A festa da batata, ou "jot-yon-pin" é um ritual que marca a passagem da estação chuvosa para seca. É nessa festa que se formalizam os casamentos. Outro ritual dos índios Krahò é chamado Pemp'kahàc, e é um rito de passagem para a fase adulta.

- Etnias - Cantos dos povos Kaiapó, Kamayurá, Fulni-ô, Pankararu, Bakairi,Guarani-Kaiwá .

- Caiapó Metutire - Índios Caiapó, Mato Grosso - O disco 'Caiapó Metutire' é um CD duplo acompanhado de um livreto de 54 páginas com fotos e textos sobre as músicas. As faixas do disco 1 são todas gravações originais dos índios Caiapó, realizadas nas aldeias Metutire e Capoto. Já no disco 2, sobre a direção musical de Sá Brito, alguns músicos não-índios acrescentaram suas vozes e instrumentos, sobre as vozes e instrumentos originais dos índios. Participam do disco 2: Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Simone Soul, Badi Assad, Airto Moreira, o índio Oki do povo Ainu do Japão e o genial Marku Ribas; entre outros. - R$ 50,00

- Mehinaku - Message from amazon - Índios: Mehinaku - Parque do Xingu - Mato Grosso - As cerimônias de Yamurikumã e Tenejukumalo são celebrações femininas. Durante o período dessa festas, as mulheres assumem o papel do homem na comunidade e não permitem interferência deles durante essa época. Os cantos Kapushai são canções individuais que só os cantadores conhecem. As cerimônias de Auazãhu e Kayápa acontecem depois da melhora da saúde dos doentes que foram atingidos por espíritos e curados pelos pajés. Os Mehinaku tocam diversos tipos de flautas. Entre elas está a flauta sagrada Kauká, utilizada para invocar o espírito do peixe e promover curas e importantes atividades coletivas.

- Cantos da tradição Ashaninka - Homãpani - Índios: Ashaninka - Gravados na aldeia Apitwtxa Rio Amonia - Acre - As músicas do Piyarentsi trazem momentos de tristeza, emoções e alegrias que pedem força aos pássaros e plantas específicas para a gente superar todas as dificuldades. As músicas de Kamãrapi são para os momentos de concentração, para ouvir a natureza falar e passar seus conhecimentos para o âtawiyari, que é uma pessoa muito respeitada por todos os Ashaninka, que conhece todos os segredos que Pawa deixou na terra.- 2ª edição lançada em janeiro de 2005.

- Vozes Kaingang na Aldeia Grande - Kanhgág ag vi ymã mág ki - Índios Kaingang - Rio Grande do Sul - O disco registrou cantos do gufã, um tempo mitológico; a seguir cantos criados por antepassados para momentos do cotidiano ou de rituais; e por fim os cantos de guerra referentes às antigas disputas entre os Kaingang e os Xokleng. É um disco importantíssimo, que registra tradições pouco divulgadas do povo Kaingang. Eis um fragmento de um texto interno do disco: "Este CD surge do esforço dos velhos Kaigang para que seus netos valorizem sua tradição.

- Cânticos Eternos Guarani - Mbora'i Marae'y Guarani - Índios Guarani - Paraná - Esse disco é um registro dos cantos de grupos de crianças e jovens de várias aldeias Guarani do Paraná. Foi gravado em dezembro de 2002 e é um trabalho do Instituto Nhemboete Guarani. Participaram das gravações desse disco os grupos: Nhe'e Porã (aldeia Palmeirinha do Iguaçu, cidade de Chopinzinho); Jekupe Miri (aldeia Rio d'Areia, cidade de Inácio Martins); Tape Marãe'y (aldeia Pidoty, de Paranaguá); Ambá Miri (aldeia Pinhal, da cidade de Espigão Alto do Iguaçu); Tape Porã (aldeia Tapixi, de Nova Laranjeira); Tape Vy'a (aldeia Ocoí, de São Miguel do Iguaçu) e Teko Mbaraeté (aldeia Tekoha Anhetente, de Diamante do Oeste).

- Porahey Tekoa Guyraitapu Pygua - Cantos da aldeia Araponga - Índios Guarani - Rio de Janeiro / Associação Nhandeva - Esse disco foi gravado na Opy - Casa de Reza - da Aldeia Araponga, próxima à cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. É necessário mencionar nesse disco a espetacular faixa "Nhande-îva Kuery Mborai", que resgata uma forma musical das mais antigas da cultura Guarani. Para gravá-la, os índios construíram e reincorporaram alguns instrumentos musicais de sua tradição que estavam adormecidos: como a flauta mimby, os tambores angua-pú, a rabeca de 3 cordas rave-í e o bastão feminino de ritmo tacua-pú. O índio Karai Ocá apresenta essa música com um belo discurso: "... agora vamos mostrar como se escutava antes. Os espíritos de nossos avós lá em cima agora vão escutar. (...) O que oramos para dormir é para todo o mundo."

- Tery Maraë-ÿ - Índios Guarani Mbyá - Santa Catarina - "Crianças e jovens Mbyá-Guarani das aldeias do Vale do Massiambu, em Palhoça/SC, insistem no tema da sacralidade da existência, interagem com seus heróis inspiradores na luta pela terra e cantam lamentos suplicando tempos de paz para todos os povos, os Mbyá e os djuruá (não-índios)."

- Nhamandu Werá - Brilho do Sol - Cantos Sagrados Guarani pela paz da humanidade - Índios: Guarani - Santa Catarina - É um disco com produção musical e gráfica feitas com muito capricho. Que se destaca entre os registros de músicas indígenas Guarani. Um fragmento do texto interno do CD está a seguir: "As músicas que estão neste cd foram reveladas dentro da opy, a casa de reza, no nheemongarai (cerimônia de batismo) das sementes colhidas, liderada pelo nosso Karai opygua (líder espiritual).

- Canto Kaiowá - História e cultura indígena - Índios Guarani-Kaiowá - Mato Grosso do Sul - Este disco foi gravado na aldeia Jaguapiru, Reserva Indígena de Dourados, em 2000. O antropólogo Pierre Clastres disse sobre os Kaiowá: "... em poucos povos se testemunha uma religiosidade tão intensamente vivida: queremos ser deuses, eles dizem; mas só somos homens".

- Utãpinopona Basamari - Cantos dançados Utãpinoponaye-Tuyuka - Índios Tuyuka - Amazonas - ISA – Instituto Sócio-Ambiental e FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) - O disco "Utãpinopona Basamori" é um CD triplo, acompanhado de um livreto com 84 páginas; com comentários, letras, fotos e descrições detalhadas sobre todas as músicas. É escrito em três línguas: português, inglês e tuyuka. - As músicas foram gravadas nas aldeias de Cachoeira Comprida, no Alto rio Tiquié; e em São Gabriel da Cachoeira, de 2000 a 2003. A produção do disco foi apoiada pela FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), o ISA (Instituto Sócioambiental), a compositora e pesquisadora Marlui Miranda, o Dartmouth College dos EUA e lideranças indígenas do povo Tuyuka, com destaque para Guilherme Tenório (Porõ) e Higino Tenório (Poani). - Algumas informações sobre termos das músicas: a dança do Wasó é realizada quando se faz oferecimento de frutas; e sobre as faixas Hãde-Hãde é explicado que "cantam quando estão alegres ou tristes, expressam os sentimentos mais intensos, de amizade, de conquista, de raiva e revolta."

- Yvy Ju - Caminho da Terra Sem Males - Índios: Guarani - Rio Grande do Sul - Um trabalho do grupo de canto e dança Nhãmandu Mirim. Foi gravado em 2002, na Opy (casa de reza) da aldeia Guarani de Estiva, no Rio Grande do Sul. "(...) a inspiração para a gravação deste CD teve como personagem proeminente a Kunhã Karai Laurinda Krexu, que discorre na faixa inicial do CD a respeito da importância da música para os Guarani, onde ressalta a música como dimensão fundamental para que tenham uma vivência tranquila, de paz."

- Paiter Merewá - Cantam os Suruís de Rondônia - Índios Suruí-Paiter - Rondônia - Memória Discos e Edições LTDA - Esse disco foi lançado em 1981 e é o resultado de pesquisas realizadas por três notáveis da antropologia e da defesa dos direitos indígenas: Marcos Santilli, Marlui Miranda e Betty Mindlin. A música Suruí é melodiosa, linda. Um texto interno do disco dá uma dimensão do valor da música para esses índios: "Os Suruí, como muitos índios, são um povo de cantores. A toda hora, de dia ou de noite, alguém entoa uma cantiga. Há pessoas que cantam melhor ou pior e os que sabem inventar mais - mas os Suruí acham estranho que na nossa sociedade, só alguns saibam fazer músicas ou sejam cantores. As canções Suruí (não as músicas rituais) têm dono e costumam ser cantadas só pelo autor. Não se canta, parece, as canções de quem já morreu."

- Música cerimonial Terena - Índios Terena - Mato Grosso do Sul - Fundação de Cultura de MS - Um disco realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e pela índia Terena Edineide Dias de Oliveira, mentora desse projeto que registrou cantos antigos do povo Terena. Há o registro de duas diferentes danças: Bate-Pau, exclusiva dos homens e que era utilizada para estimular os guerreiros; e a Siputrena, exclusiva das mulheres.

- Folklore 2 Brasil e Música Indígena / índios Guarani (sem registro de local); índios Asurini e Gavião Parkatejê, do Pará; índios Waiãpi, do Amapá; índios Nambiquara, de Rondônia; índios Canela-Apaniekrá, do Maranhão; índios Bororo, de Mato Grosso; índios Zuruaha, do Amazonas / CTI – Centro de Trabalho Indigenista

- The Bororo world of sound - Le monde sonore des Bororo - Índios Bororo - Mato Grosso - UNESCO - O ritual mais importante dos índios Bororo é o Funeral dos membros de sua comunidade. É uma celebração complexa, descrita por antropólogos como a "recriação do mundo" a cada morte, já que a falta de uma pessoa torna o mundo incompleto. A maioria das faixas desse disco são de músicas desse ritual. "Marido" é um jogo dos índios Bororo. Eles fazem duas enormes rodas de mais ou menos um metro e meio de diâmetro, usando folhas de palmeiras. Índios de dois times levantam essas pesadas rodas sobre a cabeça e dançam até a exaustão.

- Asurini et Arara - Índios Asurini e Arara - Pará - Ocora Radio France - As gravações desse disco foram realizadas em 1987, 1989 e 1990; nas aldeias indígenas. Trata-se de um projeto de pesquisa de Jean-Pierre Estival. As faixas são "resumos" das músicas, que chegam a durar 24 horas. O texto do disco registra: "(...) essas formas sonoras tiram grande parte de sua eficácia simbólica e de sua força emocional dessas repetições em fim, criando um tempo musical elástico, dilatado."

- Musique Instrumentale des Wayana du Litani - Índios Wayana - Suriname e Guiana Francesa (são músicas também tocadas pelos índios Wayana do Pará) - Buda records - Esse disco é um registro de músicas tocadas com diversos tipos de instrumentos de sopro dos índios Wayana. Foi gravado em aldeias do rio Litani, na fronteira entre o Suriname e a Guiana Francesa. Os índios Wayana que vivem no Brasil compartilham os mesmos instrumentos e músicas desse disco, aliás uma das faixas é tocada por um índio de uma aldeia do lado brasileiro. Um aspecto a se registrar é a variedade de timbres dos vários instrumentos registrados nesse disco.

- Cantos e ritmos do Xingu / índios Caiapó, Juruna e outras etnias não especificadas do Alto Xingu Mato Grosso / Philips

                                                                   

 

Vídeos e Filmes

- "Dama Rowaihu'udzé : Para Todo Mundo Ficar Sabendo" - Editado com a participação de professores Xavantes a partir de imagens gravadas pelo cinegrafista Xavante Tseritó durante dois anos e utilizando material do acervo (fotográfico, imagens antigas em video, mapas, desenhos, etc), o vídeo retrata a importância e concepção simbólica do cerrado para o povo Xavante e as relações da escola com esta questão socio-ambiental. - Editado por Anthares Multimeios - 16min - 2000 - R$ 35

- Rito de Passagem - O documentário revela o cotidiano das aldeias indígenas que participaram do projeto: as mulheres Mehinaku preparando beiju, a corrida de tora dos Xavante(mulheres) e Krikati, as cerimônias de batismo dos Bororo e Kaxinawá, a brincadeira das crianças Tukano no rio, o ritual do Xondaro do povo Guarani, a cerimônia do Aruanã dos Karajá. - 52' - R$ 35 - Ideti - Loja virtual

- Ivy Katu - Terra Sagrada - Eduardo Duwe - Relato da luta dos índios Kaiowá Guarani pela demarcação de seu território em Ivy Katu (MS), lugar que registra uma história pontuada de tragédias e conflitos contra colonizadores, jesuítas, bandeirantes e pistoleiros. - Brasil - 20' - cor - DVCAM - 2007

- O Último Kuarup Branco,O Estado das Coisas - BHIG Villas Bôas - A criação do parque do Xingu, em 1961, é reavaliada por índios e antropólogos. Quase 50 anos depois da iniciativa, que teve a participação decisiva dos irmãos indigenistas Cláudio e Orlando Villas-Bôas, os índios mais velhos ainda não esqueceram das terras originais, que deixaram para trás. Alguns querem voltar às suas antigas aldeias. - Brasil - 72' - cor - Beta digital - 2007

- Quilombo, Do Campo Grande aos Martins, O Estado das Coisas - Flavio Frederico - Entre 1695 e 1790, historiadores estimam que só em Minas Gerais havia mais de cem quilombos. Através do dia a dia da família de Dona Luzia no bairro do Quilombo, na Serra da Mantiqueira, resgata-se uma parte dessa história que foi apagada com violência da história oficial. - Brasil - 49' - cor - DVCAM - 2007

- Tarabatara - Julia Zakia - Uma família cigana no sertão de Alagoas é acompanhada num período de pausa no habitual nomadismo que caracteriza esse grupo. Nas memórias do mais velho, nos afazeres cotidianos das mulheres e nas brincadeiras das crianças, apreende-se um modo de ser e ver a vida. - Brasil - 23' - cor - 35mm - 2007

- Sumidouro - Cris Azzi - A instalação da Usina Hidrelétrica de Irapé, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, revoluciona a existência de 42 comunidades ribeirinhas. Para a construção do lago de 200 metros de profundidade, é preciso o deslocamento de 5.000 pessoas, que deixam para trás suas casas, cemitérios, histórias familiares e o rio – base de seu cotidiano, de sua vida comunitária e fonte de subsistência, de onde sempre saíram areia, pedra e o peixe de todos os dias. Nas cidades, reconstruídas na chapada, todas as casas são iguais e têm campainha, coisa vista pela primeira vez na vida destas pessoas. Um ano depois, faz-se o balanço de perdas e ganhos da grande mudança, que acarreta uma nova identidade. - Brasil - 72' - cor - Betacam SP - 2008

- Conversas no Maranhão - Andrea Tonacci - Insatisfeitos com a área de sua reserva, os Canela Apâniekra interrompem o processo de demarcação. Através do filme, formulam novas reivindicações ao governo federal. - Brasil - 120' - cor - 16mm - 1977

                                                                   

 

Artes

- P - A pintura em cerâmica Tupiguarani - Estudo mostra que vasos expressavam valores dos primeiros habitantes do litoral brasileiro - Pouco restou dos ancestrais dos povos indígenas Tupi e Guarani, que habitavam o Brasil antes do Descobrimento. Os únicos vestígios arqueológicos são vasilhas e fragmentos de cerâmica, pintados com motivos variados. Mas não se trata de simples decoração: as pinturas parecem expressar, segundo mostra uma ampla pesquisa sobre o tema, os valores coletivos desses primeiros habitantes do litoral brasileiro. Esse estudo é o tema do artigo de capa desta edição, que apresenta ainda um estudo comparativo com a cerâmica Marajoara, produzida por grupos pré-históricos na Amazônia. Os resultados apontam para semelhanças estruturais nos elementos gráficos produzidos por essas duas culturas. - Ciência Hoje n° 213 – Março 2005

- P - Arte indígena brasileira - A arte do trançado e da tecelagem - Cerâmica - Plumária - Máscaras - A pintura corporal

                                                                   

 

Liens

- P - FUNAI - Fundação Nacional do Indio
- P - Museu do Índio
- P - ISA - Instituto Socioambiental
- P - MEC - Educação Escolar Indígena
- P - Funasa - Fundação Nacional de Saúde
- P - AMI - Associação Mundo Indígena - apoiando a cultura e facilitando a educação bilíngüe
- P - GRUMIN - Rede de Comunicação Indígena - Grupo Mulher-educação Indígena
- P - INBRAPI - Instituto Indígena Brasileiro Para Propriedade Intelectual
- P - Povos indígenas no Brasil - Quem, onde, quantos
- P - COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira
- P - CIR - Conselho Indígena de Roraima
- P - Vídeo nas Aldeias - O encontro do índio com a sua imagem.
- P - Biopirataria na Amazónia - Apropriação de conhecimento e de recursos genéticos de comunidades de agricultores e comunidades indígenas por indivíduos ou por instituições que procuram o controle exclusivo do monopólio sobre estes recursos e conhecimentos
- P - Fundação Joaquim Nabuco - Índios do Brasil
- P - Sociedades Indígenas e a ação do governo - Aspectos legais
- P - Eliane Potiguara - Literatura Indígena - Um pensamento Brasileiro
- P - Iandé - Arte com História
- P - CTI - Centro de Trabalho Indigenista
- P - IDETI - Instituto de Desenvolvimento das Tradições Indígenas - Organização não-governamental criada e dirigida por quatro índios de etnias diferentes (Xavante, Munduruku, Karajá e Guarani)
- P - O Brasil Indígena - A População Nativa - As Tribos - Os Brancos de Alma Indígena - Os Índios Famosos - Dicionário Tupi-Guarani - Futuro
- P - Warã - Associação Warã constituída pelo povo A'uwé-Xavante, no Mato Grosso
- P - Nossas Tribos - As culturas indígenas nas escolas públicas
- P - Medicina Indígena - da Magia à Cura
- P/F - Cláudia Camposs - Galerie de peintures, dessins, gravures et objets
- P - Indios On Line - História, Arte, Religião, Educação, Política, Projectos, etc. - 7 peuples du Nordeste se sont groupés
- P - Webciência - Índios
- P - OPAN - Operação Amazônia Nativa
- P - BAY - Revista para divulgar a educação indígena
- P - Aruanã - Associação para Recursos Ambientais e Artísticos
- F - Wayanga - Association Wayanga : Pour le respect des droits, des cultures, des terres indigènes.
- P - Amazonlife - Uma empresa de moda sustentável
- F - Sociétés Indigènes et L'action du Gouvernement - Les Indiens au Brésil
- F - Survival - Les Indiens du Brésil - Survival aide les peuples indigènes à défendre leur vie, protéger leurs terres et déterminer leur propre avenir
- P - Notícias da Amazônia - Cobertura jornalística em Brasília e em todos os estados da Amazônia Legal
- P - Vocabulários e dicionários de línguas indígenas brasileiras
- F - Amazonie Indienne - Le site de l’association Jabiru Prod


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